O pesadelo da Samsung é uma lição para todas as marcas.

pesadelo da samsung

O pesadelo da Samsung começou no Verão de 2016. As explosões ocorridas nas baterias do seu Note 7 deitaram por terra todas as esperanças da marca em ditar o final da era da Apple na liderança do mercado dos smartphones.

Mas nem tudo pode ser explicado com perguntas direcionadas aos fornecedores destes complementos, que muitas das vezes são obrigados a fazer aquilo que as grandes marcas como a Samsung mandam, sendo quase nulo o poder de negociação destas.

E hoje em dia, mais do que nunca, as marcas são exigentes. E a culpa é nossa, que queremos tudo para ontem e que pedimos cada vez mais. Mais bateria, mais qualidade de imagem, mais fino ou mais pequeno. Assim, torna-se imperativo que as marcas estejam atentas a estes pedidos e todos os dias se preocupem em inovar nos produtos e serviços que fornecem ao consumidor final.

E ai encontra uma das explicações para o que aconteceu. A Inovação.
Na tentativa de produzir o melhor Smartphone do mundo, a Samsung pediu o impossível aos seus fornecedores: que criassem uma bateria que durasse mais do que a dos seus concorrentes, a melhor que alguém já viu desde que o primeiro smartphone chegou ao mercado.

O que a marca não estava à espera é que fossem essas mesmo a ditarem o fim do Note 7. A confirmação chegou após as explosões dos equipamentos, nos vários estudos e relatórios pedidos pela marca aos maiores e melhores especialistas da área. Todos concluíram o mesmo: a produção e o design das baterias utilizadas não eram adequadas ao produto.

Este mercado não é fácil, e as tentativas feitas pela Samsung de chegar ao topo são compreensíveis. No entanto é necessário fazer um balanço entre aquilo que é preciso e o que é possível, com os ativos que a marca possui. Não basta querer inovar o produto, é também preciso inovar todos os processos relacionados, tal como, neste caso, a produção de baterias.

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